Telefones tocam, tocam, não param de tocar... Estranho sonho que me desperta, mas o telefone continua a tocar! Consigo atender e reconhecer a voz do meu pai.
- Vem a casa!
Flutuo ainda entre o sonho e a realidade, procuro orientar-me no tempo e no espaço. Preciso de acordar. Olho para o relógio. 06.20h. Tento perceber...
- O quê?! Sabe que horas são?
- Sei. Mas vem a casa.
- PORQUÊ?
Faz hoje 4 anos que a minha mãe morreu.
Penso e sinto hoje tal e qual quando ela era viva.
A presença dela, em mim, mantem-se tão presente, tão fisica. Sinto-a.
Por isso me custam estes dias.
Porque a realidade, vincada por um dia negro de aniversário no calendário, me obriga a assimilar, de novo, a sua morte.
Esta semana estou de luto. Luto verdadeiro. Não o artificial pintado de negro no vestuário a condizer para código da "sociedade" hipócrita e artificial que nos condiciona, mas o luto interno, íntimo e pessoal, sentido e sofrido, com uma dor que nos magoa mas também, estranhamente, nos reconforta.
Esta semana estarei presente mas ausente, andarei por aí mas sem rasto ou sinais.
Outros dias já se avizinham com o ciclo da vida a transportar-nos para outras margens, outros sentimentos.
Mas hoje não!
Hoje estou perdida em mim e não me apetece procurar o caminho.
Mostrar mensagens com a etiqueta Presença. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Presença. Mostrar todas as mensagens
quarta-feira, 24 de setembro de 2008
Subscrever:
Mensagens (Atom)
